Artigos
Conteúdo informativo e educativo em endocrinologia, por Dr. Márcio Gester (CRM-PA 14727 · RQE 9424).
Obesidade & Emagrecimento20/08/2026Lipedema ou obesidade? Por que as pernas não emagrecem junto com o resto
Lipedema é a doença do tecido gorduroso que mais se confunde com obesidade: atinge quase só mulheres, dói, deixa roxo fácil e resiste à dieta, e as duas podem existir ao mesmo tempo na mesma pessoa. Explico como ele se diferencia da obesidade e do linfedema no exame, o que aconteceu com a dor de 49 mulheres que perderam mais de 70 por cento do excesso de peso na cirurgia bariátrica, o que o tratamento conservador entrega de verdade, e por que o consenso brasileiro e a revisão internacional discordam sobre a ordem do tratamento e sobre quando considerar cirurgia, e por que as canetas de emagrecimento ainda não são resposta para isso.
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Obesidade & Emagrecimento19/08/2026Genérico da semaglutida aprovado: dá para trocar de caneta?
A Anvisa registrou em 17 de agosto de 2026 a primeira caneta genérica de semaglutida do país, mais uma versão similar. Explico o que muda de verdade: por que a palavra genérico não é detalhe burocrático e sim o que autoriza a farmácia a trocar, o que a agência exige para registrar uma cópia de peptídeo, o que os primeiros estudos comparativos mostraram, o que as três sociedades médicas brasileiras já disseram sobre isso, e os três detalhes práticos que quase ninguém leu na nota oficial: a indicação aprovada é diabetes tipo 2, a dose vai só até 1 miligrama por semana, e a caneta precisa ficar na geladeira do começo ao fim.
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Diabetes18/08/2026Vitamina D reverte o pré-diabetes? O que a manchete deixa de fora
A notícia de que a vitamina D aumenta em 27% a chance de reverter o pré-diabetes circulou em vários sites nesta semana. Explico o que o estudo realmente mediu, por que 14 de cada 100 pessoas voltaram ao normal tomando só placebo, quantas precisam tomar o suplemento para uma se beneficiar, por que o maior ensaio isolado não encontrou efeito, onde as duas maiores diretrizes internacionais discordam entre si, por que a diretriz brasileira do pré-diabetes não cita vitamina D em nenhum ponto, e como eu decido isso junto com a pessoa no consultório.
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Hormônios17/08/2026Como saber se a menopausa já começou (e por que o exame de hormônio quase nunca responde)
Ciclo que muda de intervalo, calor que aparece à noite, sono que piora, e um exame de hormônio que volta normal. Explico por que a menopausa é um diagnóstico que só ganha data depois que passa, o que muda no ciclo e em que ordem, por que o hormônio dosado no meio da transição costuma não responder nada, em quais situações ele realmente ajuda, o que diz a diretriz brasileira, e quais sintomas têm ligação estabelecida com a transição e quais foram atribuídos a ela sem que os estudos sustentem.
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Tireoide16/08/2026Por que a dose do remédio de tireoide muda e por que o exame se repete tanto
Quem toma levotiroxina costuma estranhar duas coisas: a dose muda de tempos em tempos e o exame se repete sem parar. As duas têm explicação, e ela está na farmacologia do remédio, não em erro de quem prescreveu. Explico por que a espera é de 6 a 8 semanas, o que faz a necessidade de dose mudar ao longo da vida, o que o horário da tomada muda de verdade, o que atrapalha a absorção sem ninguém perceber, por que trocar de marca não é continuar o mesmo tratamento, e o que fazer quando o exame normaliza e a pessoa continua se sentindo mal.
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Saúde metabólica15/08/2026Colesterol: por que a maioria dos infartos não acontece em quem tem o número mais alto
O risco do colesterol não tem degrau: ele sobe em rampa, sem faixa em que zere. Explico por que a maior parte dos infartos da população vem de quem tem colesterol apenas razoável, o que aconteceu com 36 mil pessoas classificadas como baixo risco, por que no Brasil a taxa de morte por colesterol alto caiu enquanto o número de mortes subiu, e o que isso muda na decisão de tratar ou esperar.
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Ossos & minerais15/08/2026Osteoporose: o que dá para fazer antes da primeira fratura
A osteoporose não dói, e o primeiro sinal costuma ser o osso quebrado. Explico como o osso se renova a vida inteira, quem precisa fazer densitometria, qual é o papel real do cálcio e da vitamina D, por que o exercício age sobre a queda e não só sobre o osso, e quando entra medicação, incluindo o que o SUS cobre.
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Hormônios13/08/2026Progesterona na reposição hormonal: micronizada, sintética ou DIU
Quem tem útero e usa estrogênio precisa de um progestagênio junto, e a escolha dele muda o risco de câncer de mama enquanto a via do estrogênio não muda. Explico o que cada forma protege de verdade, por que creme na pele não protege o útero, o que se sabe e o que se discute sobre o DIU de levonorgestrel, em que dose a progesterona sozinha alivia fogacho, e por que a micronizada é a minha escolha inicial.
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Hormônios13/08/2026Gel, adesivo, spray ou comprimido: como escolher a via da reposição hormonal
A via pela qual o estrogênio entra no corpo muda o risco de trombose e quase não muda o alívio do fogacho. Explico por que o comprimido passa primeiro pelo fígado e o gel não, por que nenhuma das duas vias é melhor em tudo, o que separa gel, adesivo e spray na prática, e por que se repõe estradiol e não estrona.
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Diabetes12/08/2026Diabetes e o rim: a complicação silenciosa que um exame de urina encontra anos antes
O rim é o órgão que o diabetes costuma machucar primeiro e avisar por último. Entre 20% e 40% das pessoas com diabetes desenvolvem doença renal, e no Brasil quase um terço de quem está em diálise tem diabetes. O que quase ninguém conta é que existe um exame de urina barato que encontra o problema anos antes de qualquer sintoma, e que a maioria das pessoas com diabetes nunca fez. Explico o que a albumina na urina significa, por que um resultado alterado precisa ser repetido, o que os quatro grupos de remédios que protegem o rim conseguem fazer, o que o SUS oferece hoje e o que ficou de fora, e por que a creatinina que sobe no começo do tratamento costuma ser boa notícia.
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Hormônios11/08/2026Fadiga adrenal existe? O que o exame de cortisol mostra e o que ele não mostra
Fadiga adrenal não é diagnóstico reconhecido, e a revisão sistemática que foi checar isso é brasileira: de 3.470 trabalhos, 58 foram analisados, e os resultados se contradiziam sem sustentar a existência da condição. O cansaço, porém, é real e merece investigação de verdade. O ponto que quase ninguém explica é que o cortisol trabalha em turno, com valores altos pela manhã e baixos à noite, então uma medida isolada no sangue ou na saliva pode vir alta, normal ou baixa na mesma pessoa. A SBEM diz que esse exame não serve para medir estresse e não é exame de check-up. E o tratamento que costuma ser oferecido carrega uma ironia: corticoide em dose alta por tempo prolongado pode atrofiar as glândulas e produzir a insuficiência adrenal, que é a doença de verdade.
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Tireoide10/08/2026Tireoide na gravidez: quando o TSH alterado precisa de remédio (e quando não)
O TSH da gravidez não se lê pela tabela de sempre, e a diretriz internacional publicada em maio de 2026 mudou justamente a parte que mais gera tratamento desnecessário. O anticorpo anti-TPO saiu da decisão de tratar, e a recomendação agora é repetir o exame antes de começar qualquer remédio. Nos ensaios que testaram o tratamento do hipotireoidismo subclínico descoberto no meio da gravidez, o QI das crianças não mudou. E existe um cenário em que a pressa é real e quase ninguém trata com a urgência devida: a mulher que já tomava levotiroxina e acabou de engravidar, e que precisa aumentar a dose já nas primeiras semanas. A recomendação brasileira, da SBEM com a FEBRASGO, diverge da internacional em um ponto importante, e a divergência tem motivo declarado.
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Nutrição & comportamento09/08/2026Adoçante faz mal? O que os estudos mostram e o que eu oriento na consulta
A manchete de 2023 dizia que a Organização Mundial da Saúde desaconselhou adoçantes, e muita gente entendeu que era melhor voltar ao açúcar. A própria recomendação diz o contrário disso. Nos estudos em que as pessoas trocam açúcar por adoçante, o peso cai cerca de 1 kg, e a queda é proporcional à quantidade de açúcar substituída. Quando a comparação é com água, não há diferença nenhuma, o que revela de onde vem o benefício. As pesquisas que associam adoçante a diabetes e a problemas de coração têm um problema conhecido, que é quem já tem risco maior usar mais adoçante. Sobre o aspartame e o câncer, e sobre o eritritol e a trombose, os números ajudam mais que as manchetes.
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Diabetes08/08/2026Pré-diabetes: o que esse resultado quer dizer e quando entra remédio
Pré-diabetes assusta mais do que deveria e é levado a sério menos do que deveria, quase sempre ao mesmo tempo. O dado que muda a conversa é que, acompanhando quem tem o diagnóstico por dez anos, voltar ao normal foi cerca de três vezes mais comum do que progredir para diabetes. Isso não faz da faixa um lugar seguro: o risco sobe junto com a glicemia, sem esperar o corte de 126, e complicações de coração e de olho já aparecem em excesso antes do diagnóstico. Mudança de estilo de vida é o único tratamento que já provou reduzir infarto, complicação de rim e olho e mortalidade décadas depois. Entre os remédios, a metformina é a única com essa prevenção escrita em bula no Brasil, e as canetas têm os maiores números de prevenção já medidos, com uma condição que muda tudo.
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Obesidade & Emagrecimento07/08/2026Bariátrica ou caneta de emagrecimento: como se escolhe entre as duas
A procura por cirurgia bariátrica caiu no Brasil desde que as canetas de emagrecimento viraram assunto, e a conta que sustenta essa mudança não fecha. Na vida real a cirurgia ainda tira duas a três vezes mais peso, e o que separa os dois caminhos aparece quando o tratamento termina. Cada um cobra um preço, e o da cirurgia é o que menos aparece nas comparações. Existem critérios objetivos para os dois no Brasil, e cada vez mais eles se somam em vez de competir.
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Obesidade & Emagrecimento06/08/2026Obesidade infantil: o que muda quando a conta é da família inteira
Uma em cada cinco crianças e adolescentes no Brasil já tem excesso de peso. O tratamento com melhor evidência não é uma dieta para a criança, é uma mudança que envolve a casa toda, e a quantidade de acompanhamento importa mais do que o método escolhido. Existem hoje dois medicamentos aprovados no Brasil a partir dos 12 anos, com critérios estreitos e uma regra de parada que pouca gente conhece.
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Saúde metabólica05/08/2026Gordura no fígado: quando é só um achado e quando é problema
Gordura no fígado aparece em cerca de 1 a cada 3 adultos e quase nunca dá sintoma. O que decide o prognóstico não é a quantidade de gordura que o ultrassom descreve, é a cicatriz que ela pode ter deixado no fígado. Existe uma conta simples, feita com exames de sangue que você provavelmente já tem, que separa quem pode ficar tranquilo de quem precisa investigar mais.
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Diabetes04/08/2026Caneta de emagrecimento em quem tem diabetes tipo 1: dá para usar?
Diabetes tipo 1 não é contraindicação das canetas de GLP-1: a lista de contraindicações da bula brasileira da semaglutida tem um item só, e não é esse. O medicamento trata a obesidade, não substitui a insulina. No estudo mais recente com semaglutida, a perda de peso foi de quase nove quilos e a dose diária de insulina caiu perto de um quarto. O medo de cetoacidose foi herdado de outra classe de remédios, e o risco real tem nome e situação.
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Tireoide03/08/2026Nódulo na tireoide: quando é motivo de preocupação (e quando não é)
Nódulo de tireoide é um dos achados mais comuns de ultrassom, e a grande maioria é benigna. Explico por que o exame acha tanto nódulo, o que o TSH e o ultrassom decidem juntos, qual o critério objetivo que indica punção, por que nódulo pequeno de aparência tranquila não se biopsia, e por que em alguns casos de câncer pequeno acompanhar é uma escolha legítima em vez de operar.
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Hormônios02/08/2026SOP agora é SOMP: por que a síndrome nunca foi só um problema de ovário
Um consenso internacional publicado em maio de 2026 propôs trocar o nome síndrome dos ovários policísticos por síndrome ovariana metabólica poliendócrina. Os critérios de diagnóstico continuam os mesmos. Explico o que o nome novo tenta corrigir, por que o ultrassom sozinho engana nos dois sentidos, o que a condição faz com a insulina mesmo em mulheres magras, e o que o tratamento resolve de fato.
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Hormônios01/08/2026Testosterona: quem precisa repor de verdade (e o que o SUS passou a oferecer)
O SUS passou a oferecer testosterona injetável para uma indicação específica, e ao mesmo tempo cresce o uso do hormônio por homens que nunca fizeram o exame direito. Explico o que é falta de testosterona de verdade, como o diagnóstico se confirma segundo o posicionamento brasileiro, o que a reposição entrega e o que ela não entrega, o que o maior estudo de segurança mostrou sobre o coração, e o efeito que quase ninguém avisa: a queda na produção de espermatozoides.
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Ossos & minerais31/07/2026Vitamina D: para que serve de verdade e quem precisa suplementar
A vitamina D virou um dos exames mais pedidos e um dos suplementos mais vendidos do país. Explico o que ela faz de verdade no corpo, por que ela não é bem uma vitamina, quem precisa dosar e quem não precisa, o que as sociedades brasileiras consideram normal (e onde elas discordam das internacionais), o que aconteceu quando estudos grandes testaram o suplemento em pessoas saudáveis, e por que tomar dose alta não protege mais.
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Hormônios30/07/2026Menopausa precoce: por que a reposição hormonal aqui segue outra lógica
Quando os ovários param de funcionar antes dos 40 anos, o quadro não é uma menopausa que chegou adiantada: é uma condição com nome próprio, a insuficiência ovariana prematura. E a conta de risco e benefício da reposição hormonal muda de sinal. Explico o que mudou no diagnóstico em 2025 (uma única dosagem de FSH passou a bastar na maioria dos casos), por que aqui a terapia hormonal é recomendada até a idade em que a menopausa aconteceria naturalmente, o que está em jogo para os ossos e para o coração, e por que os dados que assustaram uma geração inteira sobre reposição não se aplicam a esse caso.
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Obesidade & Emagrecimento29/07/2026Obesidade é doença? O que muda com a nova diretriz brasileira
A nova diretriz brasileira trata a obesidade como doença crônica e progressiva, deixa de decidir tudo pelo IMC e permite começar o tratamento com medicação mais cedo. Explico o que isso muda na prática: por que a medida da cintura entrou na conta, o que os estudos mostram sobre o peso voltar quando o tratamento para, e por que a meta de perder pelo menos 10% importa mais pelos exames do que pela balança.
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Nutrição & comportamento28/07/2026Jejum intermitente funciona mesmo? O que os estudos mostram
O jejum intermitente é uma das estratégias mais populares para emagrecer, e também uma das mais cercadas de promessa. Explico o que a evidência randomizada mostra quando o jejum é comparado com a dieta tradicional de restrição de calorias: quanto peso ele realmente faz perder a mais, o que acontece com colesterol, triglicerídeos e glicemia, por que o efeito some nos estudos mais longos, e para quem essa estratégia costuma fazer sentido.
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Hormônios27/07/2026TSH alterado quer dizer que preciso tomar remédio de tireoide?
Um TSH um pouco acima do limite é um dos achados mais comuns em exames de rotina, e é também um dos que mais levam a tratamento desnecessário. Explico o que é o hipotireoidismo subclínico, por que um único exame alterado não fecha diagnóstico, o que os estudos mostram sobre a levotiroxina melhorar (ou não) os sintomas, quais situações realmente pedem tratamento e quando a conduta correta é repetir o exame e acompanhar.
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Diabetes26/07/2026Diabetes tipo 2 tem cura? O que é remissão de verdade (e por que a diferença importa)
As redes sociais estão cheias de promessas de cura do diabetes tipo 2, e as sociedades médicas brasileiras vieram a público alertar sobre isso. A ciência tem uma resposta melhor e mais honesta: cura não, mas remissão sim, para uma parte das pessoas, com perda de peso estruturada. Explico o que é remissão pela definição aceita, quantos conseguem, quanto tempo costuma durar e por que continuar se acompanhando não é opcional.
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Saúde metabólica25/07/2026Colesterol alto: quando é caso de remédio (e quando dá para começar pela mudança de hábito)
Descobriu o colesterol alto no exame e a primeira dúvida é se vai precisar tomar remédio para sempre. Explico o que realmente decide essa conversa: não é só o número do LDL isolado, e sim o seu risco cardiovascular somado. E respondo à pergunta que quase todo mundo faz no consultório: estatina causa dor muscular?
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Obesidade & Emagrecimento24/07/2026Canetas de emagrecimento e massa muscular: você perde músculo? Como se proteger
Um consenso europeu reacendeu a dúvida de quem usa as canetas de emagrecimento: será que junto com a gordura eu estou perdendo músculo? Explico, com base na ciência, quanto de massa magra se perde de fato, por que essa proporção é parecida com a de qualquer emagrecimento grande, e o que realmente protege o seu músculo: comer proteína suficiente e fazer treino de força.
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Diabetes23/07/2026Insulina glargina e NPH: qual a diferença entre as duas
Não, glargina não é NPH nem insulina regular: é um análogo de ação prolongada, com outro tempo de ação no corpo. Explico a diferença entre as duas, se uma controla o diabetes melhor do que a outra (o controle da glicose é parecido) e onde está a vantagem real da glargina, que é a redução das hipoglicemias, principalmente as noturnas e as graves. Inclui o que muda com a oferta de glargina pelo SUS para crianças, adolescentes e idosos.
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Nutrição & comportamento22/07/2026Alimentos ultraprocessados fazem mal de verdade? O que a ciência mostra
Um estudo brasileiro estimou que os ultraprocessados estão por trás de cerca de 57 mil mortes precoces por ano no país. Mas o que a ciência realmente mostra sobre esses alimentos? Explico, sem terrorismo alimentar, por que o risco é real e graduado, o que ele significa para o diabetes e o coração, e o que dá para fazer na prática.
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Hormônios21/07/2026Reposição hormonal na menopausa faz mal? O que a ciência mostra hoje
Só 12% das brasileiras com sintomas de menopausa fazem reposição hormonal, e o medo de câncer de mama é uma das principais razões. Esse medo nasceu de um estudo de 2002 que foi mal interpretado. Explico o que a ciência realmente mostra hoje sobre riscos, benefícios e para quem a terapia faz sentido.
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Obesidade & Emagrecimento20/07/2026Ozivy, o 'genérico' do Ozempic: o primeiro semaglutida nacional é confiável?
O Ozivy, primeira semaglutida nacional (EMS), já está à venda no Brasil por cerca de metade do preço do Ozempic. Explico se dá para confiar, por que ele não é a mesma coisa que caneta manipulada, e um ponto que pouca gente sabe: ele é aprovado para diabetes, não para emagrecer.
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Obesidade & Emagrecimento19/07/2026Canetas de emagrecer manipuladas: por que eu e as sociedades médicas alertamos
Me somo ao alerta da SBEM, SBD e ABESO sobre as canetas de emagrecer manipuladas e de origem alternativa. Explico o que a ciência mostra sobre os riscos e como usar o tratamento com segurança.
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